quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A Vida

"A vida são deveres, que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, passaram-se 50 anos!
Agora, é tarde demais
para ser reprovado...
Se me fosse dada, um dia,
outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente
e iria jogando, pelo caminho,
a casca dourada
e inútil das horas...
 
Dessa forma, eu digo: não deixe de fazer algo que gosta
devido à falta de tempo. A única falta que terá, será desse
tempo que, infelizmente, não voltará mais."

Mario Quintana

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Biografia de Mario Quintana

Mário de Miranda Quintana nasceu no dia 30 de Julho de 1906 na cidade de Alegrete no Rio Grande do Sul, filho de Celso de Oliveira Quintana e Dona Virgínia de Miranda Quintana. Aos 7 anos de idade, auxiliado por sues pais, Mario Quintana aprende a ler tendo como cartilha o jornal Correio do Povo. Também com o auxilio de seus pais o autor aprende rudimentos de francês.
Em 1914 inicia os seus estudos na Escola Mista de Dona Mimi Contino. No ano seguinte, ainda em Alegrete, frequentou a escola do mestre português Antônio Cabral Beirão, onde conclui o curso primário. Nessa época trabalhou na farmácia de seu pai. Foi matriculado no Colégio Militar de Porto Alegre, em regime de internato, no ano de 1919. Os seus primeiros trabalhos produzidos são publicados na revista Hyloea, órgão da Sociedade Cívica e Literária dos alunos do Colégio.
Por motivos de saúde, em 1924, deixa o Colégio Militar. Emprega-se na Livraria do Globo, onde trabalhou por três meses com Mansueto Bernardi.
Em 1925 retorna para Alegrete voltando a trabalhar na farmácia de seu pai.  Em 1926 Dona Virgínia vem a falecer. Seu conto, A Sétima Personagem, é premiado em concurso promovido pelo Jornal Diário de Notícias, de Porto Alegre.
Em 1927 falece o pai de Mario Quintana. A revista Para Todos, do Rio de Janeiro, publica um poema de autoria de Quintana por iniciativa do cronista Álvaro Moreyra.
Em 1929, começa a trabalhar na redação do diário O Estado do Rio Grande, que era dirigida por Raul Pilla. No ano de 1930 a Revista do Globo e o Correio do Povo publicam os poemas de Quintana.
O ano de 1934 marca a primeira publicação de uma tradução de sua autoria: Palavras e Sangue, de Giovanni Papini. Começa a traduzir para a Editora Globo obras de diversos escritores estrangeiros como Fred Marsyat, Charles Morgan, Rosamond Lehman, Lin Yutang, Proust, Voltaire, Virginia Woolf, Papini, Maupassant, dentre outros. P poeta deu uma imensa colaboração para que o Brás como o denso EM Busca do Tempo Perdido, do francês Marcel Proust, fossem lidas pelos brasileiros que não dominavam a língua francesa.
Retorna à Livraria do Globo, onde trabalha sob a direção de Érico Veríssimo, em 1936.
Em 1939, Monteiro Lobato lê doze quartetos de Quintana na revista Ibirapuitan, de Alegrete, e escreve-lhe encomendando um livro. Com o título Espelho Mágico o livro vem a ser publicado em 1951, pela Editora Globo.
A primeira edição de seu livro, A Rua dos Cataventos, é lançada em 1940 pela Editora Globo. Obtém ótima repercussão e seus sonetos passam a figurar em livros escolares e antologias.
Canções, seu segundo livro de poemas, é lançado em 1946 pela Editora Globo. O livro traz ilustrações de Noêmia.
Lança, em 1948, Sapato Florido, poesia e prosa, também editado pela Globo. Nesse mesmo ano é publicado O Batalhão de Letras, pela mesma editora.
Seu quinto livro O Aprendiz de Feiticeiro de 1950, é uma modesta plaquete que, no entanto, obtém grande repercussão nos meios literários. Foi publicado pela Editora Fronteira de Porto Alegre.
Em 1962, sob o título Poesias, reúne em um só volume seus livros A Rua dos Cataventos, Canções, Sapato Florido, Espelho Mágico e O Aprendiz de Feiticeiro, tendo a primeira edição, pela Globo, sido patrocinada pela Secretaria de Educação e Cultura do Rio Grande do Sul.
Com 60 poemas inéditos, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, é publicada sua Antologia Poética, em 1966, pela Editora do Autor –Rio de Janeiro. Lançada para comemorar seus 60 anos, em 25 de agosto o poeta é saudado na Academia Brasileira de Letras por Augusto Meyer e Manuel Bandeira.
Preso à sua querida Porto Alegre, mesmo assim Quintana fez excelentes amigos entre os grandes intelectuais da época. Seus trabalhos eram elogiados Por Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Morais, Cecília Meireles e João Cabral de Melo Neto, além de Manuel Bandeira. O fato de não ter ocupado uma vaga na academia Brasileira de Letras só fez aguçar seu conhecido humor e sarcasmo.
Em 1968, Mario Quintana é homenageado pela Prefeitura de Alegrete com placa de bronze na praça principal da cidade, onde estão escritas as seguintes palavras do poeta “Um engano em bronze, um engano eterno”.
Em 1975 publica o poema infanto-juvenil Pé de Pilão, co-edição do Instituto Estadual do Livro com a Editora Garatuja, com introdução de Érico Veríssimo.
No dia 5 de maio de 1994, próximos de seus 87 anos, o poeta e escritor Mario Quintana falece em Porto Alegre.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Mário Quintana

Há tanta esquina esquisita.
Há tanta nuança de paredes.
Há tanta moça bonita.
Nas ruas que não andei.
(E há uma rua encantada que nem em sonhos sonhei...)

domingo, 22 de janeiro de 2012

Pensamentos.... 22/01/2012

Eu sempre me preocupei comigo mesma, nunca parei para pensar no que os outros podiam representar para mim ou no sofrimento que eu estava causando para eles enquanto bancava a egoísta e pensava somente em mim.
Porém de uns tempos para cá a minha vida tem mudado completamente. Alguns acontecimentos me fizeram mudar, mudar o meu jeito de olhar para as coisas e para as pessoas. Mudei o meu jeito de ver a vida.
Alguém me ensinou que eu precisava crescer e seguir os meus próprios passos, não deixar me influenciar pelas pessoas ou pelas coisas. Com o meu estilo somente eu devo me preocupar, o que as outras pessoas pensam é problemas delas.
Eu continuo crescendo, mudando, me formando; porém eu percebo que muitas das pessoas que estão em volta de mim não mudam nunca, continuam com as suas vidinhas medíocres e sem graça, vivendo em uma monotonia. Da minha vida cuido eu, não preciso que outras pessoas cuidem dela por mim.
“Meu mundo desmoronou, meu castelo de alegrias em ruínas se transformou...”
Ursula (Suuh) Camargo.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Pensamentos...

Você chega do nada, entra na minha vida sem pedir permissão e toma conta de tudo, mas de uma hora pra outra sem nem explicar o porque decidi ir embora e terminar tudo, você só pensa no que isso pode causar para você, mas não consegue pensar no que esse fim pode ser para mim... Eu pensava que você seria tudo o que eu estava procurando, mas olha que ironia do destino, fui novamente enganada pelo meu coração, ele me diz que você é perfeito, minha mente me diz que tudo isso é uma loucura, não sei se sigo pela razão ou pela emoção... Decido seguir pela emoção, mas depois de um tempo eu percebo que na verdade o que estava certo era a minha razão, então eu perco a confiança em tudo e em todos, me fecho em meu mundo e me esqueço que tem pessoas em volta de mim, isolo você em um canto qualquer em meu coração, minha vontade é de te matar dentro de mim, mas a minha mente novamente entra em ação.. Me diz que te matar dentro de mim pode ser a pior coisa que eu faça e me mostra que te deixar guardado pode ser bom, pra me lembrar sempre da pessoa que acabou com o meu coração.... Aos poucos eu pego os pedaços de meu coração que você deixou espalhado por aí, assim eu reconstruo a minha vida e me lembro que a melhor coisa a se fazer é derrubar com um sorriso quem uma vez foi o causador das minhas lágrimas.